Siga no Instagram

Ruído Ocupacional: um perigo silencioso dentro das empresas

Ruído Ocupacional: um perigo silencioso dentro das empresas

O ruído ocupacional é um dos riscos ambientais mais comuns nas empresas — e também um dos mais negligenciados. Presente em indústrias, oficinas, construção civil, transporte e até mesmo em alguns ambientes administrativos, ele pode causar danos que vão muito além da audição.

O problema é que seus efeitos não são imediatos. Eles se instalam de forma progressiva e silenciosa, tornando o risco ainda mais perigoso.

O que é considerado ruído ocupacional?

Ruído ocupacional é todo som indesejado presente no ambiente de trabalho que pode comprometer a saúde do trabalhador.

Segundo a NR-15, o limite de tolerância para exposição contínua é de 85 decibéis (dB) por até 8 horas diárias. Quanto maior a intensidade do som, menor deve ser o tempo de exposição.

Máquinas industriais, compressores, serras elétricas, motores, marteletes e até ambientes com múltiplos equipamentos funcionando simultaneamente podem ultrapassar facilmente esses limites.

Os impactos que vão além da perda auditiva

Quando se fala em ruído, a maioria das pessoas pensa apenas em surdez ocupacional (PAIR — Perda Auditiva Induzida por Ruído). No entanto, os efeitos são muito mais amplos:

• Estresse crônico

• Irritabilidade e alterações de humor

• Dificuldade de concentração

• Queda de produtividade

• Distúrbios do sono

• Aumento da pressão arterial

• Maior risco de acidentes de trabalho

Ou seja, o ruído não compromete apenas a saúde individual, mas também o desempenho coletivo e os resultados da empresa.

Responsabilidade legal da empresa

A legislação trabalhista é clara: cabe ao empregador identificar, avaliar e controlar os riscos ambientais.

Isso inclui:

• Avaliação quantitativa do ruído (dosimetria)

• Implementação de medidas de controle coletivo

• Fornecimento e fiscalização do uso de EPIs adequados

• Realização de exames audiométricos periódicos

• Inserção do risco no PGR e no PCMSO

O descumprimento pode gerar:

• Multas administrativas

• Ações trabalhistas

• Reconhecimento de insalubridade

• Emissão de CAT

• Aposentadoria especial

Prevenir é sempre menos oneroso do que remediar.

Como prevenir o ruído ocupacional?

A prevenção deve seguir uma hierarquia de controle:

1. Medidas de engenharia (isolamento acústico, enclausuramento de máquinas, manutenção preventiva)

2. Medidas administrativas (rodízio de funcionários, redução do tempo de exposição)

3. Equipamentos de proteção individual (EPI) — como protetores auriculares adequados ao nível de ruído

Além disso, o monitoramento periódico é essencial para garantir que as medidas estejam realmente eficazes.

A importância do acompanhamento em Medicina do Trabalho

Tratar o ruído ocupacional apenas como uma exigência da NR-15 é um erro estratégico. A gestão eficaz desse risco exige acompanhamento técnico contínuo, integração entre PGR e PCMSO e análise real das condições ambientais da empresa.

Com uma atuação preventiva em Medicina do Trabalho, a empresa antecipa riscos, protege seus colaboradores e transforma conformidade legal em vantagem estratégica.

Mais Artigos

Manter os exames ocupacionais em dia é mais do que uma obrigação legal: é uma estratégia essencial para proteger a

A saúde ocupacional evoluiu significativamente nos últimos anos. Hoje, ela vai muito além do cumprimento de exigências legais: trata-se de

Quando se fala em segurança do trabalho, muitas pessoas ainda associam o tema apenas à prevenção de acidentes visíveis e

Navegue

Siga no Instagram

Olá, como podemos te ajudar?